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Julian Assange é sentenciado a 50 semanas de prisão em Londres

No mês passado, o status de asilado de Assange na embaixada do Equador em Londres foi retirado pelo presidente do país (Foto: Reprodução)





O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi sentenciado nesta quarta (1º) a 50 semanas de prisão em um tribunal britânico de Londres, informou a agência de notícias Reuters. Ele havia sido preso pela polícia britânica, no dia 11 de abril, dentro da embaixada do Equador em Londres.

Na ocasião, ele também foi condenado pelo tribunal de Westminster por violar as condições de uma fiança, paga em 2011, ao entrar na embaixada há sete anos.

A juíza Deborah Taylor, da corte Southwark Crown, leu a sentença, em que afirmou que Assange explorou a posição privilegiada que tinha para desrespeitar a lei e expressar desdém pela justiça britânica, diz a Reuters. Ela também destacou os 16 milhões de libras (cerca de R$ 82 milhões) em dinheiro público que foram gastos com policiamento do lado de fora da embaixada pelo tempo em que Assange esteve lá.

"É essencial que ninguém esteja acima ou além do alcance da lei", afirmou a juíza, antes de sentenciá-lo às 50 semanas de prisão.
Logo depois de ser preso, no mês passado, Assange também foi acusado, por promotores americanos, de conspiração, ao tentar acessar um computador secreto do governo dos EUA, segundo a Reuters.

Assange pagou fiança em 2011, junto à justiça da Inglaterra, para evitar ser extraditado para a Suécia, onde era acusado de estupro, diz o "The Guardian". Em 2012, ele entrou na embaixada do Equador, em Londres, para evitar ser levado para o país. Dois meses depois, o então presidente equatoriano, Rafael Correa, lhe concedeu asilo político ali.

O fundador do Wikileaks temia que, se fosse para a Suécia, poderia ser extraditado dali para os Estados Unidos, onde enfrentava acusações de vazamento de informações confidenciais. Em 2010, o WikiLeaks, um site de divulgação de documentos confidenciais, publicou um vídeo militar dos EUA mostrando um ataque de helicópteros americanos em Bagdá, no Iraque, que matou uma dúzia de pessoas, incluindo dois jornalistas da Reuters.

Mesmo com Assange dentro da embaixada, o WikiLeaks continuou a publicar documentos confidenciais, principalmente relacionados ao governo americano, segundo o "The Guardian".

No mês passado, o status de asilado de Assange na embaixada do Equador em Londres foi retirado pelo presidente do país, Lenín Moreno, por "violar reiteradamente convenções internacionais e protocolo de convivência", segundo afirmou o presidente equatoriano no Twitter. A polícia britânica, então, entrou no prédio e o prendeu.


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