O Ministério Público Eleitoral ajuizou uma representação contra o senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (PL), o cantor Wesley Safadão e o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada e conduta vedada a agente público.
A ação foi protocolada nesta terça-feira (9) e tem como base fatos registrados durante o São João de Campina Grande.
Segundo o MP Eleitoral, durante apresentação realizada no último dia 5 de junho, Wesley Safadão teria feito, no palco principal da festa, o gesto conhecido como “foguete” e afirmado ao público: “o foguete, está aqui o foguete”.
Conforme a representação, Efraim Filho, que estava presente no evento, respondeu utilizando a mesma simbologia e, posteriormente, divulgou vídeos e mensagens sobre o episódio em suas redes sociais.
Para o Ministério Público, a manifestação não pode ser analisada de forma isolada. O órgão sustenta que o símbolo do “foguete” é amplamente associado à trajetória política de Efraim Filho, tendo sido utilizado na pré-campanha do senador ao Governo nas eleições 2026.
Dessa forma, o uso reiterado da expressão e do gesto poderia configurar promoção eleitoral antecipada.
A representação destaca ainda que o episódio ocorreu diante de milhares de pessoas e em um ambiente de ampla visibilidade pública, circunstância que, segundo o MP Eleitoral, amplia o alcance da mensagem e seus possíveis efeitos eleitorais.
Uso de recursos públicos
Na ação, o órgão ressalta que o São João de Campina Grande, embora seja executado por meio de concessão, recebe investimentos e apoio institucional de diferentes esferas governamentais.
Entre os recursos mencionados estão verbas federais destinadas pelo Ministério do Turismo, investimentos municipais para a realização das festividades e ações promovidas pelo Governo do Estado durante o período junino.
De acordo com o MP Eleitoral, a participação de recursos públicos exige a observância dos princípios da impessoalidade e da neutralidade administrativa, impedindo que a estrutura do evento seja utilizada em benefício de agentes políticos ou pré-candidatos.

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