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Reunião realizada nesta quarta-feira (4), no gabinete do prefeito Marcelo Rodrigues, tratou do andamento do programa habitacional desenvolvido em parceria com o Governo do Estado.

A Prefeitura de Alhandra segue avançando na execução de políticas públicas voltadas à habitação. Nesta quarta-feira (4), o prefeito Marcelo Rodrigues realizou uma reunião em seu gabinete para tratar do andamento do Programa Parceiros da Habitação, iniciativa do Governo do Estado desenvolvida em parceria com o município. O encontro contou com a presença da vice-prefeita Zilda do Varejão, além de representantes da Secretaria de Assistência Social, Cidadania e Habitação (SEASCH).

Nesta primeira etapa, 20 famílias estão sendo contempladas pelo programa, sendo 19 do distrito de Mata Redonda e uma da sede do município. Ao todo, o contrato PPH Alhandra III prevê beneficiar 50 famílias, garantindo a continuidade das ações voltadas ao acesso à moradia e à realização do sonho da casa própria.

Durante a reunião, o prefeito Marcelo Rodrigues destacou a importância da parceria com o Governo do Estado e reafirmou o compromisso da gestão municipal com a política habitacional.

“Ter uma casa própria é o sonho de muitas famílias, e sabemos o quanto isso representa em termos de dignidade, segurança e qualidade de vida. Estamos trabalhando para transformar esse sonho em realidade. Nesta primeira etapa, são 20 famílias contempladas, mas nosso objetivo é garantir que todas as 50 famílias selecionadas sejam beneficiadas. É uma parceria importante com o Governo do Estado, que nos permite continuar avançando na habitação em Alhandra”, destacou o prefeito.

A execução do programa no município é realizada por meio do Departamento de Habitação da SEASCH. A diretora do departamento, Suzete Palma, explicou que o trabalho envolve o acompanhamento das famílias selecionadas e o cumprimento das etapas previstas para a execução do programa.

“Estamos acompanhando todo o processo para que as famílias contempladas tenham acesso ao benefício. Nesta primeira etapa, são 19 famílias de Mata Redonda e uma da sede. Nosso trabalho é garantir a organização e o acompanhamento de cada fase, para que possamos avançar no atendimento das 50 famílias previstas neste contrato”, explicou Suzete.

A secretária executiva de Assistência Social, Rayara Dayane, ressaltou a importância da iniciativa para as famílias beneficiadas e para o fortalecimento da política pública de habitação no município. “A habitação é uma das políticas públicas mais importantes para garantir dignidade às famílias. Quando uma família conquista sua casa própria, ela conquista também mais segurança e estabilidade. A Secretaria de Assistência Social, por meio do Departamento de Habitação, tem trabalhado para acompanhar essas famílias e assegurar que o programa cumpra seu papel social”, afirmou Rayara.

O município já possui um histórico de participação no Programa Parceiros da Habitação. Entre 2021 e 2024, durante a gestão do prefeito Marcelo Rodrigues e da vice-prefeita Zilda do Varejão, foram construídas 64 unidades habitacionais por meio da mesma iniciativa.

Com a nova etapa do programa, a Prefeitura de Alhandra dá continuidade às ações de habitação de interesse social, ampliando as oportunidades de acesso à casa própria e fortalecendo a parceria com o Governo do Estado para atender às necessidades habitacionais da população.

Secom Alhandra



Ministério da Justiça revisou a decisão após identificar falhas na aplicação dos critérios de classificação indicativa.


Thyago Lúcio - Portal ArapuanAnimação da Record retrata passagens do Antigo e do Novo Testamento. Foto: Reprodução

O Ministério da Justiça e Segurança Pública voltou atrás e decidiu manter a classificação indicativa livre do programa “Record Kids – Desenhos Bíblicos”, exibido pela TV Record. A decisão foi tomada após a repercussão da mudança que havia elevado a classificação da animação para 12 anos.

A revisão foi anunciada pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), que reformou a classificação atribuída em 28 de outubro. Com isso, os 36 episódios de animação que retratam passagens do Antigo e do Novo Testamento voltam a ter indicação livre.
Entenda o que aconteceu

Inicialmente, o programa tinha classificação livre, mas passou a ser recomendado para maiores de 12 anos após uma análise do Ministério da Justiça.

A mudança foi publicada no Diário Oficial da União e teve como justificativa a presença de conteúdos relacionados a atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito.

Na ocasião, o ministério também recomendou que os desenhos fossem exibidos a partir das 20h. Atualmente, o programa é transmitido nas manhãs de domingo.

Após a repercussão, a Sedigi decidiu revisar a classificação. Segundo o órgão, a análise anterior não havia aplicado integralmente a metodologia do Guia Prático de Classificação Indicativa, publicado em 2025.
Por que a classificação foi alterada?

Na revisão, o ministério considerou os atenuantes previstos no guia para conteúdos associados a rituais, tradições e costumes de povos, religiões ou comunidades específicas.

Outro ponto considerado foi o formato da produção. Por ser uma animação com estética infantil, a obra se enquadra em critérios que levam em conta a representação fantasiosa da violência, especialmente em conteúdos destinados ao público infantojuvenil.

O despacho também destaca que a transmissão de narrativas bíblicas para crianças, por meio de animações, constitui uma forma de expressão cultural protegida pela Constituição.

A decisão será publicada no Diário Oficial da União, e a emissora será formalmente comunicada.
O que significa a classificação indicativa?

A classificação indicativa funciona como uma orientação para pais e responsáveis sobre o conteúdo das produções audiovisuais.

Ela não representa censura, não proíbe crianças menores de 12 anos de assistir a um programa e não obriga a emissora a seguir o horário sugerido pelo Ministério da Justiça.

O objetivo é fornecer informações às famílias para que possam decidir sobre o acesso das crianças aos conteúdos.
Resumo da NotíciaO Ministério da Justiça voltou atrás na classificação do programa Record Kids – Desenhos Bíblicos.
A animação havia passado de classificação livre para recomendação de 12 anos em 28 de outubro.
A revisão foi feita pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi).
O governo considerou o contexto religioso e a estética infantil da produção.
Os 36 episódios voltam a ter classificação livre.

Thyago Lúcio - Portal Arapuan

Campanha segue até 30 de novembro e oferece condições especiais para consumidores residenciais, comerciais e industriais.Campanha da Cagepa permite renegociar contas atrasadas e multas por irregularidades. Foto: Divulgação/Cagepa

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) iniciou, no domingo (1º), a 7ª edição da campanha “Fique em Dia com a Cagepa”. A iniciativa oferece condições especiais para clientes residenciais, comerciais e industriais regularizarem débitos até 30 de novembro.

A campanha prevê descontos de até 100% em multas e juros por atraso, redução de até 90% em multas por irregularidades e possibilidade de parcelamento em até 60 vezes.

A expectativa da Companhia é realizar mais de 140 mil negociações durante o período.
Descontos também contemplam multas por irregularidades

Além das contas em atraso, a campanha inclui consumidores que receberam multas por irregularidades, como ligações clandestinas e desvios de água.

Nesses casos, os descontos podem chegar a 90% sobre o valor das multas, permitindo que os clientes regularizem a situação junto à Companhia.

O diretor Comercial da Cagepa, Isaac Veras, destacou que diferentes canais de atendimento foram disponibilizados para facilitar as negociações em todas as regiões do estado.
Como negociar os débitos com a Cagepa

Os consumidores podem consultar pendências e negociar diretamente pelos canais de atendimento da Companhia:Telefone 115: ligação gratuita de telefones fixos e celulares;
WhatsApp: (83) 98198-4495;
Atendente virtual EVA: disponível no site da Cagepa;
Agência Virtual: www.cagepa.pb.gov.br;
Aplicativo Cagepa: disponível para Android e iOS.

Os canais digitais oferecem acesso aos serviços da Companhia 24 horas por dia, sete dias por semana, conforme a modalidade de atendimento.

Quem preferir atendimento presencial pode procurar as lojas da Cagepa em João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Patos, Pombal e Cajazeiras.

Também há postos de atendimento nas Casas da Cidadania de diferentes municípios paraibanos.
Resumo da NotíciaA Cagepa iniciou a 7ª edição da campanha Fique em Dia no domingo (1º).
A negociação pode ser feita até 30 de novembro.
Os descontos chegam a 100% em multas e juros por atraso.
Multas por irregularidades podem ter redução de até 90%.
O parcelamento pode ser feito em até 60 vezes, e a Companhia espera mais de 140 mil negociações.



O ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT) compareceu a uma delegacia da Polícia Civil do Distrito Federal na noite de segunda-feira (2), após registros de testemunhas sobre supostos gestos feitos em direção a crianças nas proximidades da Vila Olímpica de Santa Maria, em Brasília. A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que o político foi vítima de uma tentativa de extorsão.
O episódio

Por volta das 18h30, moradores e testemunhas relataram à Polícia Militar que um homem, posteriormente identificado como Ricardo Coutinho, estaria dentro de um veículo estacionado próximo à área esportiva, piscando os faróis e fazendo gestos com as mãos em direção a crianças que jogavam futebol no local. Uma das crianças teria relatado o fato ao pai, o que motivou a acionamento das autoridades.

A ocorrência foi inicialmente registrada na 20ª Delegacia de Polícia e encaminhada à 33ª Delegacia, responsável pela região de Santa Maria. Coutinho foi ouvido, prestou esclarecimentos e foi liberado. Não houve prisão nem indiciamento até o momento.
A versão do ex-governador

Em depoimento e por meio de nota oficial, a defesa apresentou relato distinto dos fatos:
Ricardo Coutinho levava o enteado para uma aula de futebol no complexo esportivo;
Ao travar o veículo, as luzes de emergência acenderam-se automaticamente, sem qualquer intenção deliberada;
Negou ter feito gestos ou chamado qualquer criança;
Após entrar no ginásio, teria sido abordado por um jovem que o ameaçou, dando início ao que classifica como tentativa de golpe e extorsão.

A defesa informou ainda que adotará medidas judiciais contra publicações que, segundo afirma, veicularam informações falsas, difamatórias e caluniosas.
Situação atual

A Polícia Civil do Distrito Federal mantém o caso em fase de apuração, ouvindo testemunhas e reunindo elementos para conclusão. Até agora, não há definição sobre a existência de prática de irregularidade ou crime.


 Nota: A investigação segue em curso. Ricardo Coutinho tem garantido o direito de defesa e a presunção de inocência até a conclusão do processo. As versões das testemunhas e da defesa estão sendo avaliadas de forma isenta pelas autoridades.

NOTA DA DEFESA DE RICARDO COUTINHO



A assessoria jurídica do Sr. Ricardo Coutinho vem a público, por meio do advogado Igor Suassuna de Vasconcelos, prestar os seguintes esclarecimentos:
É falsa a notícia veiculada na manhã de hoje, 03 de novembro de 2026, de que o ex-governador teria sido preso em Brasília sob suspeita de aliciamento de crianças. 

Nada ocorreu.

Na noite de ontem, 02 de novembro de 2026, por volta das 18h30, Ricardo Coutinho levava o enteado menor de idade para praticar futebol de salão na Vila Olímpica de Santa Maria, Distrito Federal. 

Ao estacionar e acionar o alarme do veículo para travá-lo, as luzes de emergência acenderam-se automaticamente — sem qualquer intenção deliberada.
Após entrar no ginásio, foi abordado de forma agressiva por um jovem, que fez ameaças e insinuações maliciosas, relacionando o piscar das luzes do automóvel à presença de crianças nas proximidades. Trata-se, claramente, de tentativa de golpe e extorsão.

Ricardo Coutinho não cedeu às ameaças. Foi ele quem primeiro acionou a Polícia Militar — registro COPOM nº 20261102191828-630-OC — por receio de que a segurança dele e de seu enteado fosse colocada em risco. 

Dirigiu-se, em seguida, por iniciativa própria, à Delegacia de Polícia Civil para denunciar as ameaças e calúnias, onde foi ouvido, prestou todos os esclarecimentos e, em seguida, retornou com sua família para a residência. Não houve prisão de nenhuma das partes.

Ricardo Coutinho não fez gestos, não chamou e não se aproximou de qualquer criança que não fosse seu familiar. 

As acusações veiculadas são inverídicas e caluniosas.
Todas as medidas judiciais cabíveis serão adotadas com rigor em face das notícias falsas, difamatórias e caluniosas veiculadas indevidamente. 

Acredita-se ainda na séria e comprometida apuração dos fatos pela Polícia Civil do Distrito Federal, diante da gravíssima suspeita de extorsão e ameaça praticada contra Ricardo Coutinho, com nítido intuito de macular sua honra e reputação.

Brasília, 03 de novembro de 2026.

Igor Suassuna de Vasconcelos Advogado de Ricardo Coutinho



Hermerson Galdino afirma que não há organização nem pauta de reivindicações definidas para a possível greve.

PorLeonardo Barbosa



O presidente do Sindconpetro-PB, Hermerson Galdino, afirmou que não pretende aderir a uma possível greve nacional de caminhoneiros anunciada nas redes sociais para a próxima quinta-feira (5). Em entrevista ao ClickPB nesta terça-feira (3), ele questionou a organização do movimento e disse que não há informações concretas sobre quem estaria à frente da mobilização.


Segundo Hermerson, uma paralisação dessa dimensão precisaria ser organizada com antecedência, com assembleias e definição das reivindicações da categoria. Ele afirmou que, até o momento, não há clareza sobre esses pontos.


 




Repete-se à exaustão um roteiro que a sociedade brasileira já conhece bem. Quando o envolvido é de determinado lado do espectro político, os holofotes se acendem, as manchetes dominam os noticiários por dias e o coro de exigência de investigação imediata é unânime.

Quando o nome ligado a fatos graves é filiado ao Partido dos Trabalhadores, o brilho diminui, as notas ficam menores e o silêncio toma conta das redações. 

É o que se observa mais uma vez com o caso envolvendo o ex-governador da Paraíba e recém-eleito deputado federal Ricardo Coutinho.

O episódio que ganhou o noticiário local e regional

Na noite de segunda-feira, 2 de novembro de 2026, nas proximidades do Centro Olímpico de Santa Maria, no Distrito Federal, moradores acionaram a polícia relatando que um homem — posteriormente identificado como Ricardo Coutinho — teria estacionado o veículo próximo a crianças que jogavam futebol, piscado os faróis e feito gestos com as mãos em direção aos menores, como se os chamasse para perto do carro.

O caso foi registrado pela Polícia Civil do DF como ocorrência "em apuração". 

Não houve prisão nem indiciamento até o momento. O político prestou depoimento na delegacia e apresentou versão distinta: segundo sua defesa, levava o enteado para uma aula de futebol, as luzes piscaram automaticamente ao travar o veículo e jamais fez qualquer gesto para chamar as crianças. A defesa classificou ainda o episódio como tentativa de extorsão e ameaça.

O histórico que não pode ser ignorado

Este não é o primeiro episódio que levanta questionamentos sobre a conduta do ex-governador. 

Ricardo Coutinho foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral, em 2020, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014, fato que resultou em oito anos de inelegibilidade — decisão confirmada na instância superior.

Responde também a processos no âmbito da Operação Calvário, que apurou esquema de corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro na Paraíba, envolvendo supostos pagamentos de propina e aquisição de bens de alto valor. Em 2020, o Superior Tribunal de Justiça revogou sua prisão preventiva, substituindo por medidas cautelares.

Mesmo com esse histórico, Coutinho foi eleito em outubro de 2026 o terceiro deputado federal mais votado da Paraíba, com 163.277 votos.

O silêncio da grande imprensa: por quê?

O que chama a atenção não é apenas o fato em si, mas a desproporção no tratamento dado pela mídia de alcance nacional. 

Veículos de grande circulação mantiveram silêncio quase total sobre o episódio de Brasília, enquanto fatos de gravidade semelhante envolvendo políticos de outras legendas costumam receber cobertura ampla, com análises, repercussão e cobrança de posicionamento das autoridades.


A omissão gera perguntas inevitáveis:

O critério de noticiabilidade é o mesmo para todos os partidos?
Quando o investigado é petista, a exigência de transparência e apuração plena deixa de valer?
A proximidade editorial com determinadas agremiações influencia o que o público fica sabendo?

Não se trata de defender condenação antecipada — a presunção de inocência é garantia constitucional e deve ser respeitada. Mas também não pode ser aceita a seletividade na informação. 

A sociedade tem o direito de saber o que acontece, independentemente da filiação partidária de quem está envolvido.

O que está em jogo

Ricardo Coutinho tem o direito de defender-se, de apresentar provas, de provar que as acusações são infundadas. 

E a polícia tem o dever de investigar com isenção, ouvindo todas as partes e apurando rigorosamente os fatos. O que não é aceitável é que a informação seja filtrada conforme a conveniência política.


Quando a imprensa cala diante de fatos relevantes só porque o nome que aparece é de um partido específico, ela deixa de cumprir seu papel de fiscalizar e informar. 

E é a democracia que sai perdendo. O eleitor precisa de fatos, não de seleção. E os fatos, com todas as suas versões, devem chegar ao conhecimento público — sempre, sem exceção.



 Nota de transparência: Esta matéria apresenta diferentes versões dos fatos. A investigação segue em curso. Ricardo Coutinho nega as acusações e exerce seu direito de defesa

A presunção de inocência deve ser respeitada até conclusão do processo.





Por Valdemir Zillan, 04 de novembro de 2026

Na noite desta terça-feira, 3 de novembro, à medida que se confirmava a derrota histórica do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato — com os democratas retomando o controle tanto da Câmara dos Representantes quanto do Senado —, o presidente Donald Trump rompeu o silêncio com uma mensagem que mesclou distanciamento da responsabilidade, aceitação formal dos resultados e aviso sobre o uso de seus poderes nos dois últimos anos de mandato.
Primeira reação: "Não estava na cédula"

A primeira manifestação veio pela plataforma Truth Social, ainda na noite eleitoral:


"Não estava na cédula. Se estivesse, teríamos vencido de forma esmagadora!"

A frase definiu o tom inicial: Trump procurou imediatamente se desvincular do resultado, argumentando que os eleitores não rejeitaram ele, mas sim os candidatos que concorreram sob sua influência. Em seguida, em tom conciliador, declarou ao jornal The New York Times:


"Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados. Trabalharemos com os democratas e, sabem, mal podemos esperar para trabalhar com eles. Provavelmente chegaremos a algum acordo."
Reconhecimento e elogio ao adversário

Em entrevista por telefone à Fox News, Trump foi mais direto ao reconhecer o desempenho da oposição:


"Acho que os democratas fizeram um bom trabalho. Lutaram bastante."

Reconheceu também surpresa com a amplitude da derrota:


"Estou um pouco surpreso. Pensei que eles se sairiam melhor."

Mas rejeitou classificar o desfecho como uma derrota pessoal:


"Não considero isto uma derrota — não estava na cédula."
O aviso: "Serei o Sr. Veto"

A mensagem conciliadora conviveu com um alerta claro sobre a estratégia que pretende adotar a partir de agora:


"Eles têm o controle, mas não têm o controle."

Em declaração prévia à votação, já havia sinalizado o caminho:


"Acho que vou virar o Sr. Veto. Eles vão enviar projetos. Eu vetarei. E depois de um mês ou dois com tudo sendo vetado, estarão apenas perdendo tempo — então virão até mim e faremos um acordo."
O cenário que se abre

A vitória democrata foi ampla e profunda: estados tradicionalmente republicanos como Texas, Kansas, Ohio e Carolina do Sul elegeram candidatos da oposição. Com o Congresso sob controle adversário, Trump enfrenta restrições sem precedentes aos dois últimos anos de seu mandato — mas mantém a prerrogativa de vetar leis, além de amplos poderes na política externa e na nomeação de autoridades.

A postura adotada nesta quarta-feira marca uma diferença em relação ao comportamento observado após as eleições de 2020: até agora, não houve menção a fraude eleitoral nem contestação dos resultados. A aceitação formal, no entanto, não significa rendição — e sim a definição de um confronto institucional que promete marcar a agenda dos Estados Unidos até 2028.
Conclusão

As primeiras palavras de Donald Trump após o veredicto das urnas revelam uma estratégia cuidadosa: aceitar o processo para não deslegitimar-se, atribuir a culpa a terceiros e reservar no veto sua principal ferramenta de poder. A mensagem é clara para ambos os lados: não haverá obstrução ao ponto de ruptura, tampouco rendição. O diálogo virá — mas nos termos que o presidente definir.

O país assiste, agora, à reconfiguração de forças em Washington. E o que as urnas não entregaram, a disputa política deverá decidir.



Por Redação PB, 04 de novembro de 2026

Nos últimos meses, a sociedade brasileira tem testemunhado com crescente inquietação uma sequência de medidas e pronunciamentos que ultrapassam limites legais, ignoram mecanismos de controle e concentram autoridade em mãos de poucos. Quando decisões deixam de ser pautadas pela lei, pela transparência e pelo debate democrático para se tornar instrumentos de vontade pessoal ou de grupo, instaura-se o que juristas e analistas vêm denominando de forma recorrente: um regime de arbítrio. E onde o arbítrio impera, a instituição enfraquece e a democracia corre risco.

O que é, afinal, decisão arbitrária?

Decisão arbitrária não é apenas uma medida impopular ou questionável tecnicamente. É, por definição, aquela que não encontra amparo no ordenamento jurídico, que prescinde de motivação razoável, que trata iguais de forma desigual ou que se serve do poder para atingir fins alheios ao interesse público. Não se confunde com escolha política — esta, quando legítima, nasce de mandatos eleitorais e submete-se a regras; aquela, ao contrário, rompe com o contrato social e com a divisão de poderes que serve de lastro ao Estado de Direito.

O excesso de poder manifesta-se, em regra, de três formas: pela usurpação de competências que pertencem a outro Poder; pela edição de atos sem observância de procedimentos previstos em lei; e pela aplicação desigual da norma, em que a regra vale para uns e não para outros. Em qualquer das hipóteses, o resultado é o mesmo: a instituição deixa de ser instrumento de garantia coletiva e passa a servir aos interesses de quem a exerce.
Os reflexos na crise institucional

A crise que se desenha não é obra de um dia. Ela se consolida quando as fronteiras entre os Poderes se tornam tênues e cada instituição deixa de exercer seu papel de contrapeso.

 Quando um Poder intervém em esfera alheia sem justificativa constitucional, quando decisões de impacto coletivo são tomadas sem consulta ou debate, quando organismos de controle são silenciados ou aparelhados, desestrutura-se o sistema de freios e contrapesos que há décadas sustenta a democracia brasileira.

Os efeitos são perceptíveis de imediato:
Desconfiança generalizada: A população deixa de reconhecer nas instituições instâncias imparciais e passa a enxergá-las como extensões de projetos pessoais ou partidários. A credibilidade, perdida, é difícil de recuperar.

Instabilidade jurídica: Normas e decisões modificam-se ao sabor de conveniências, tornando impossível a previsibilidade necessária ao funcionamento da sociedade, da economia e das relações sociais.
Enfraquecimento da representação: Quando decisões importantes são impostas sem passagem pelo debate legislativo ou pelo escrutínio público, a voz dos cidadãos é suprimida. O eleitorado sente que seu voto perdeu força.

Risco de conflito: A ausência de canais democráticos e de respeito às regras abre espaço para a radicalização, para a polarização e para o questionamento não só de governos, mas da própria estrutura que deveria unir o país.
O custo para a sociedade e o caminho para a restauração

Ninguém ganha com a instabilidade institucional. 

Os primeiros a sofrer são os mais vulneráveis — cidadãos que dependem das instituições para ter garantidos direitos básicos: saúde, educação, segurança e justiça. Mas a corrosão atinge a todos: empresários não investem, famílias adiam planos, jovens perdem a confiança no futuro.

Reverter esse quadro exige mais do que mudanças de governo ou de gestão. Exige retorno aos princípios fundantes:
Respeito à Constituição como limite intransponível: Nenhum poder, nenhuma autoridade está acima da lei.

Autonomia e lealdade entre os Poderes: Cada qual deve exercer suas atribuições sem interferência indevida e sem submissão inaceitável.

Transparência e responsabilidade: Toda decisão de interesse público deve ser clara, fundamentada e passível de revisão. Quem decide deve prestar contas.

Diálogo em lugar de imposição: As diferenças existem e são saudáveis na democracia; devem ser resolvidas no debate, nas urnas e nas instituições, nunca por imposição.

A democracia não é um bem conquistado de uma vez para sempre. É um contrato que se renova a cada dia — e que se rompe quando um dos lados, investido de poder, decide ignorar os demais. 

A defesa das instituições não é bandeira de partido, nem de grupo: é dever de cada cidadão que acredita num país justo, livre e soberano.

Diante de decisões que se afastam da lei e da razão, a resposta não pode ser o silêncio. Deve ser a exigência firme e pacífica de retorno à ordem democrática — porque onde o arbítrio prevalece, ninguém está verdadeiramente seguro.