A politicagem conquistou a Suprema Toga

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 Por Carlos Arouck




O espetáculo oferecido pelo Supremo Tribunal Federal na sessão de 15 de setembro ultrapassou o debate jurídico. Ao expor, em público e em tempo real, acusações mútuas sobre uma “PF paralela”, alinhamentos políticos e o uso seletivo da máquina estatal, a Corte desnudou uma crise institucional rara. Não se julgou o mérito da investigação contra Alexandre de Moraes. Julgou-se, sem querer, a própria credibilidade do tribunal.

Do ponto de vista político, o episódio funciona como combustível imediato para a oposição. Os bate-bocas, o racha, a existência de um “sistema” seletivo e o adiamento ganharam imagens, frases e, como resultado esperado, um plenário em frangalhos. Por culpa do próprio Judiciário, esse desgaste em período eleitoral é principalmente canalizado contra a base governista. Lula, por sua vez, tenta um distanciamento. “Quem errou tem que pagar”, afirmou para não absorver por completo o custo reputacional de um Judiciário que, até há pouco, era apresentado como baluarte institucional.

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