Top Ad 728x90

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

, ,

Mal termina a eleição, e a PF já bate à porta do PL

 

Jornal da Cidade Online

Brasília — Poucas horas após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamar o resultado da disputa presidencial, agentes da Polícia Federal estiveram na sede nacional do Partido Liberal (PL), em Brasília, dando início a diligências que abalaram a legenda de Flávio Bolsonaro, derrotado nas urnas para o presidente Lula (PT).

A movimentação na porta do partido foi registrada em vídeo compartilhado nas redes sociais e veiculado por veículos de comunicação. Nas imagens, é possível ver a presença de viaturas e agentes federais diante da sede do PL, em área nobre da capital federal. A ação ocorreu em meio à comoção gerada pelo anúncio oficial do resultado eleitoral, e menos de 24 horas depois de o TSE confirmar a vitória de Lula com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio.

Os agentes foram à legenda para buscar informações sobre o paradeiro do senador e verificar possíveis vínculos com sua saída do país. A medida ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a Flávio a entrega de seus passaportes e proibi-lo de deixar o território nacional — ordem expedida ainda na noite do domingo (25), logo após o fechamento das urnas.

Em vídeo divulgado em suas redes, Flávio relatou ter sido abordado por agentes da própria PF ao sair da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. “Eu fui visitar o meu pai e, quando eu tava saindo, a Polícia Federal do Lula tava na porta e no meio da rua eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também tô proibido de deixar o país”, afirmou na gravação.

A direção do PL manifestou-se criticando a rapidez com que as autoridades agiram. “Bastou o resultado sair para começarem as medidas contra quem fez oposição”, disse uma liderança da legenda. Em seguida, circulou a informação de que Flávio teria deixado o país rumo aos Estados Unidos, em rota que possivelmente passou pela Argentina — notícia que ampliou ainda mais a tensão política.

A PF passou então a investigar como ele teria conseguido sair do Brasil descumprindo a ordem judicial, e os agentes foram à sede do partido colher depoimentos e documentos. Até o fechamento desta edição, a corporação não havia localizado o parlamentar, nem divulgado pormenores da operação. A direção do PL, por sua vez, afirmou não ter conhecimento prévio sobre a viagem e classificou a ação da PF como perseguição política.

O caso reacendeu o debate sobre a fronteira entre ação judicial e disputa política. Enquanto aliados de Flávio falam de caça política, defensores da Justiça argumentam que as investigações já estavam em curso antes do pleito e seguem trâmite independente do resultado eleitoral.


Veja o vídeo:

0 comments:

Postar um comentário

Top Ad 728x90