MPF pede à Justiça retirada de nomes ligados à ditadura em João Pessoa




De acordo com o Ministério Público Federal, a ação foi motivada pelo descumprimento de uma recomendação expedida em junho de 2025 ao Exército Brasileiro para retirar a homenagem ao general Aurélio de Lyra Tavares.


Diante da ausência de resposta, o órgão decidiu levar a discussão ao Poder Judiciário. A ação foi proposta contra a União e o Município de João Pessoa.
MPF cita legislação e comissões da verdade

O processo tem como fundamento a Constituição Federal, a Lei Municipal nº 12.302/2012, que proíbe homenagens a pessoas vinculadas à ditadura civil-militar ou a violações de direitos humanos, além de recomendações da Comissão Nacional da Verdade, da Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória da Paraíba e da Comissão Municipal da Verdade de João Pessoa.

Segundo o MPF, a manutenção dessas homenagens contraria os compromissos assumidos pelo próprio município em defesa da memória, da verdade e da democracia.
Órgão defende competência da Justiça Federal

Na petição, o MPF sustenta que o caso deve tramitar na Justiça Federal, por envolver uma organização militar do Exército Brasileiro e tratar da implementação de políticas de memória, verdade, reparação simbólica e garantia de não repetição de violações de direitos humanos.

O órgão argumenta ainda que a competência federal contribui para uma resposta uniforme sobre políticas públicas relacionadas à memória democrática em todo o país.
Mudanças vão além da troca de nomes

Para o MPF, compreender o funcionamento da repressão durante a ditadura militar é essencial para fortalecer a democracia e impedir a repetição de violações de direitos humanos.

O órgão também defende que as alterações sejam acompanhadas de audiências públicas, debates e ações educativas, para que a população compreenda o significado histórico das mudanças.
Resumo da NotíciaO MPF ajuizou ação para retirar homenagens a agentes ligados à ditadura militar em João Pessoa.
O pedido inclui a mudança do nome do 1º Grupamento de Engenharia e de ruas, bairros e uma escola.
A ação foi proposta contra a União e o Município de João Pessoa.
O órgão cita a Constituição, a Lei Municipal nº 12.302/2012 e recomendações das comissões da verdade.
O MPF defende que as mudanças sejam acompanhadas de consultas públicas e ações educativas.
Thyago Lúcio - Portal Paraíba.com.br

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