Caminhoneiros fazem paralisações para cobrar reajuste do frete com MP no Senado




A MP do Frete altera as regras da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. A demora na votação provocou a paralisação.

PorEmmanuela Leite

O primeiro período da paralisação dos caminhoneiros para pressionar pela votação da Medida Provisória (MP) nº 1.343, MP do Frete gerou diversas manifestações nos trechos de rodovias portuárias e outras estradas, nesta segunda-feira (13), no Porto de Santos (SP), Itajaí (SC) e Porto de Suape (PE), além da BR-040, em Luziânia (Goiás). A demora na votação provocou a paralisação.

Em Santos, há uma parte que dá acesso à margem direita do porto que foi bloqueada. O Porto de Santos é o maior do hemisfério sul. Cerca de 7,5 mil caminhões passam no local diariamente em uma área de 120 km de acessos internos.

A assessoria do local informou que monitora a movimentação e que não houve um bloqueio de acesso: apenas uma carreta que parou por menos de uma hora e que permitia a passagem quando solicitada.

“A APS (Autoridade Portuária de Santos) informa que as operações portuárias ocorrem sem anormalidades na data da hoje (13/07), bem como não registro de impactos no trânsito das vias portuárias decorrentes do protesto, estando as vias estão totalmente liberadas. No início da manhã houve um bloqueio parcial no acesso ao Porto, por menos de uma hora, no qual os manifestantes permitiam a passagem quando solicitada”, diz em nota.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que monitora as rodovias, mas que não há registros de interdição por parte dos caminhoneiros.

A Medida Provisória (MP) nº 1.343, conhecida como MP do Frete, pode caducar no Congresso caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não coloque a proposta para votação até esta quinta-feira (16). A demora é o pivô da paralisação dos caminhoneiros, que começou nesta segunda-feira (13).

A proposição altera as regras da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas para estabelecer mecanismos de fiscalização do frete e um piso salarial nacional para trabalhadores celetistas do transporte de cargas no valor de R$ 5 mil.



Com Metrópolis

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