Moradores de Goiana fecham BR-101 e reivindicam direito de ir e vir




GOIANA (PE) — Na manhã desta sexta-feira (10/07/2026), moradores de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, bloquearam o km 7 da BR-101, próximo ao acesso ao município, em um protesto que ganhou repercussão nas redes sociais. O ato, com fogo em pneus e entulhos, interrompeu o trânsito no sentido João Pessoa (PB) e reuniu dezenas de pessoas que defendem o direito de ir e vir.

 O que motivou o protesto?

A mobilização é contra obras e alterações no acesso à cidade, especialmente o fechamento de um retorno na rodovia — medida que, segundo a população, aumenta em cerca de 4 km o trajeto para entrar e sair de Goiana. Moradores da comunidade do Bom Tempo e regiões vizinhas alertam que a mudança coloca em risco a segurança e a agilidade em casos de emergência, como atendimento de saúde e deslocamento de ambulâncias.

“Não podemos mais circular com facilidade. O retorno fechado nos obriga a percorrer um caminho maior, e em situações urgentes, cada minuto conta”, afirmou um morador que participou do ato. Nas redes, a legenda do vídeo diz: “PROTESTO — MORADORES REIVINDICANDO O DIREITO DE IR E VIR” — direito garantido pela Constituição Federal de 1988 (Art. 5º, XV).

Como foi a manifestação?

Os moradores se reuniram no trecho, atearam fogo em pneus e obstruíram a pista, gerando congestionamento e interdição temporária. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi ao local, acompanhou a situação e orientou o trânsito. A via foi liberada por volta das 8h50, após negociações e algumas horas de bloqueio.

A obra é de responsabilidade do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), e até o momento não houve posicionamento oficial sobre reabertura do acesso ou ajustes no projeto.

Conflito de direitos

O protesto levanta um debate: a manifestação é um direito constitucional, mas bloqueios totais de rodovias podem ferir o direito de locomoção de outras pessoas. A PRF e autoridades lembram que atos públicos devem ser pacíficos e sem obstruir totalmente o fluxo, para não causar danos coletivos.

Os moradores prometem continuar a luta até que o acesso seja restabelecido ou uma solução seja apresentada pelos órgãos responsáveis.

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