O gari e o troco que vai chegar nas urnas




Por Jayme Rizolli

Ao falar sobre os profissionais da limpeza urbana, Lula escolheu palavras que provocaram revolta: classificou a atividade como uma profissão “muito pobre” e afirmou que ela “não dá orgulho”.

Embora tenha prosseguido reconhecendo a importância dos garis e denunciando a invisibilidade desses trabalhadores, a explicação posterior não apaga o peso da linguagem utilizada. Trabalho honesto não é pobre, não diminui ninguém e jamais deveria ser apresentado como motivo de constrangimento.

Os garis realizam diariamente um serviço indispensável, enfrentando sol, chuva, riscos e madrugadas para manter nossas cidades limpas. Merecem salário digno, segurança e respeito — principalmente de quem ocupa a Presidência da República.

Ele não está errado, talvez orgulho dê mesmo em desviar, roubar e mentir.... mentir muito.

Agora, a imagem que circula pelas redes transforma a controvérsia em sátira: o trabalhador antes atingido pelas palavras aparece conduzindo o “descarte político”.

O verdadeiro troco, entretanto, não será dado por um caminhão. Será dado democraticamente, pelo eleitor, em 4 de outubro de 2026.


Porque o mandato passa. O trabalho digno permanece.

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