Por Jornal da Cidade Online
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela decisão que impediu a TV Globo de manter vazio o púlpito reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate presidencial, teve atuação em órgãos do governo federal entre 2023 e 2025. Antes de ingressar na Corte Eleitoral, ela também declarou publicamente voto em Lula no segundo turno das eleições de 2022.
Entre 2023 e 2024, Estela Aranha ocupou o cargo de secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante o período em que o atual ministro do STF Flávio Dino comandava a pasta.
Depois da saída de Dino do Ministério da Justiça para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, Estela passou a atuar como assessora especial da Presidência, na área de assessoria internacional, sob o comando de Celso Amorim, então ex-ministro das Relações Exteriores e atual Assessor-Chefe do presidente.
No início de 2025, Estela Aranha foi indicada para trabalhar como assessora no gabinete da Presidência do TSE, durante a gestão da ministra Cármen Lúcia. Em agosto daquele ano, seu nome foi indicado pelo presidente Lula, ao lado do ministro Floriano de Azevedo Marques Neto, para integrar o Tribunal Superior Eleitoral.
Antes de assumir funções em diferentes áreas do governo federal, Estela havia declarado publicamente seu voto em Lula no segundo turno de 2022. Em um vídeo direcionado a advogados, afirmou:
“Voto em Lula no segundo turno. Eu voto 13 porque, como advogados, nós não temos outra opção que não seja o Lula para a gente estancar o aumento do autoritarismo, para a gente defender o Estado democrático de Direito e a democracia no país”.
