sábado, 7 de novembro de 2026

Presidente do Supremo da Bolívia foge para o Brasil após ordem de prisão por tráfico de drogas




Publicado em 07/11/2026 — Atualizado às 20h15

O presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Bolívia, Romer Saucedo, de 38 anos, deixou o país e estaria em território brasileiro — possivelmente na cidade fronteiriça de Corumbá (MS) — depois de ter um mandado de prisão emitido contra ele por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e organização criminosa, confirmou a Fiscalía boliviana.
A fuga e a versão de Saucedo

Em publicação nas redes sociais na quarta-feira (04/11), Saucedo anunciou ter saído da Bolívia com a esposa e os três filhos, classificando a saída como "exílio" e negando qualquer irregularidade:


"Tomei a decisão mais difícil da minha vida, mas falo com a verdade. A Bolívia deixou de ser um país seguro. Minha liberdade e a vida de toda a minha família correm perigo. Acabaram as garantias jurídicas."

Ele afirma ser vítima de perseguição política e acusou o governo do presidente Rodrigo Paz de montar um caso falso para desacreditá-lo e assumir o controle do Judiciário. Disse ainda que não renuncia ao cargo.
O que diz a Fiscalía

O procurador-geral interino da Bolívia, José Armando Urioste, confirmou o mandado de captura emitido em 3 de novembro e informou que os delitos investigados — tráfico de drogas e organização criminosa — não teriam sido praticados no exercício do cargo. Além disso, a Corte pode investigar também corrupção passiva e abandono de cargo.
O Ministério Público aciona alertas migratórios e vai pedir à Interpol uma notificação vermelha para localizar o magistrado.
Saucedo teria saído por via terrestre; registros oficiais ainda não confirmam a saída.
Há informação extraoficial de que ele teria sido visto em Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia — a informação ainda é verificada.
Contexto político-judiciário

O caso ocorre dias depois de o ex-procurador-geral Roger Mariaca ter sido preso por supostos vínculos com o crime organizado, logo após os Estados Unidos revogarem seu visto. Saucedo assumiu a presidência do TSJ em janeiro de 2025. A decana do tribunal, Rosmery Ruiz, assumiu como substituta e deu prazo de seis dias para o retorno.
Situação com o Brasil

Até o momento, não há confirmação oficial de que Saucedo está em território brasileiro, nem pedido formal de extradição por parte da Bolívia. A Polícia Federal e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.

Fontes: AP News, Infobae, DW, Portal Mais 360, Red Uno de Bolivia, Band News (Vídeos da declaração de Saucedo e coletiva do procurador disponíveis nos canais oficiais dos veículos citados)

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