Brasília, 6 de novembro de 2026 — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se oficialmente na noite desta sexta-feira (6) sobre a crise institucional no Paraguai, onde o presidente Santiago Peña foi destituído por impeachment e, em seguida, preso em sua residência em Assunção.
Pedro Alliana, vice-presidente, tomou posse como novo mandatário do país ainda na mesma noite.
O que aconteceu em Assunção
A crise eclodiu com o colapso do banco digital Ueno, a maior instituição financeira do tipo no país, com cerca de 3 milhões de clientes — quase metade da população paraguaia. Santiago Peña, que foi acionista controlador da instituição antes de assumir a presidência, é acusado de conflito de interesses, manipulação da supervisão regulatória, lesão de confiança e gestão fraudulenta.
Quinta-feira (5/11): Peña apresentou renúncia, mas o Congresso rejeitou o pedido e seguiu com o processo de impeachment.
Sexta-feira (6/11): O Senado aprovou a destituição por 44 votos a 0, com uma abstenção. Com a perda do foro privilegiado, a Justiça emitiu mandado de prisão; Peña foi detido em regime de prisão domiciliar em sua residência.
Mesma noite: Pedro Alliana prestou juramento e assumiu a presidência, devendo completar o mandato até agosto de 2028.
A manifestação de Lula
Por meio de mensagem oficial publicada nas redes sociais e canais do Planalto, Lula dirigiu-se diretamente ao novo governo:
"Transmito ao novo Presidente do Paraguai, Pedro Alliana, empossado na noite de hoje, meus desejos de pleno êxito nas novas funções e de poder trabalhar com ele de maneira aberta, franca e cooperativa, em prol do fortalecimento da relação bilateral e do avanço da integração na América do Sul."
O presidente brasileiro acrescentou o convite oficial para que Alliana visite Brasília em breve:
"Espero poder recebê-lo proximamente em Brasília, oportunidade em que poderemos examinar a nossa agenda bilateral e dar renovado impulso a nossos históricos laços de amizade."
Embora não tenha mencionado nominalmente Santiago Peña nem a prisão, a avaliação de Itamaraty é de que a estabilidade institucional é prioridade para o Brasil, dado que o Paraguai é o principal parceiro comercial do Brasil na região.
A manifestação de Lula
Por meio de mensagem oficial publicada nas redes sociais e canais do Planalto, Lula dirigiu-se diretamente ao novo governo:
"Transmito ao novo Presidente do Paraguai, Pedro Alliana, empossado na noite de hoje, meus desejos de pleno êxito nas novas funções e de poder trabalhar com ele de maneira aberta, franca e cooperativa, em prol do fortalecimento da relação bilateral e do avanço da integração na América do Sul."
O presidente brasileiro acrescentou o convite oficial para que Alliana visite Brasília em breve:
"Espero poder recebê-lo proximamente em Brasília, oportunidade em que poderemos examinar a nossa agenda bilateral e dar renovado impulso a nossos históricos laços de amizade."
Embora não tenha mencionado nominalmente Santiago Peña nem a prisão, a avaliação de Itamaraty é de que a estabilidade institucional é prioridade para o Brasil, dado que o Paraguai é o principal parceiro comercial do Brasil na região.
Impactos e cenários
Relações bilaterais: Os acordos sobre energia (Itaipu), comércio fronteiriço e integração regional seguem na pauta. O governo brasileiro avalia que a continuidade administrativa com Alliana reduz riscos de ruptura, mas acompanha com atenção as investigações criminais.
Impacto econômico: Estima-se que cerca de 270 mil brasileiros residam no Paraguai, muitos afetados diretamente pelo congelamento de recursos no Ueno Bank. O Banco Central do Paraguai anunciou devolução em fases, começando por correntistas com valores menores.
Contexto histórico: É a segunda vez, desde a queda da ditadura de Stroessner em 1989, que um presidente paraguaio é afastado por impeachment. Analistas alertam para risco de desaceleração de investimentos enquanto a crise jurídica avançar.
O que vem pela frente
Pedro Alliana deverá se pronunciar nos próximos dias sobre a linha de continuidade ou de mudanças no combate à crise bancária. No Brasil, Lula mantém agenda normal, mas diplomatas confirmam que a reunião bilateral deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2027. Enquanto isso, Santiago Peña permanece em prisão domiciliar, aguardando a formalização das acusações finais pelo Ministério Público do Paraguai.
Fontes: Metrópoles, SBT News, Agência Brasil, EFE, Al Jazeera. Atualizado em 06/11/2026 às 23h50.




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